Tudo que você precisa saber para ir de carro para o Salar do Uyuni

by Fernando Barros

Após visitar 4 vezes a região, sendo 3 delas com o meu próprio carro, o roteiro que sugiro nesse post é o que considero ser o mais interessante para quem tem pouco tempo, mas quer ir de carro para o Salar do Uyuni. Ele também é o roteiro menos usado, por causa das condições das estradas e da dificuldade de navegação, mas é isso que o torna tão especial.

Obs: atualmente um dos trechos que liga Tupiza a cidade do Uyuni já está totalmente asfaltada, mas mesmo assim continuo recomendando usar esse caminho para quem entrar na Bolívia pela Argentina. É menos “aventura”, mas a beleza continua igual.

Se você sonha em um dia viver essa aventura, eu recomendo fortemente colocar em prática logo, pois com certeza, você irá percorrer um dos locais mais maravilhosos do nosso planeta.

Antes de mais nada, vale dizer que essa experiência é uma verdadeira aventura e por mais planejada que esteja, exige disposição para lidar com incertezas e imprevistos. Vou contar sobre a minha experiência e já poupa-lo de algumas dificuldades aprendidas com os meus erros, e espero que esse texto seja um incentivo para você viver o que talvez possa vir a ser (como foi para mim) a mais incrível aventura de carro da sua vida.

Eu fiz essa viagem em 11 dias saindo de São Paulo (sim é possível, leia em detalhes sobre isso no post: De carro para o Salar do Uyuni e Atacama em 11 dias), mas considero o roteiro ideal ter disponível 15 dias, e ser feito da seguinte forma:

Roteiro resumido

Mapa ir de carro para o Salar do Uyuni

1° Dia: São Paulo – Foz do Iguaçu (1.070km) 12hs

Dia de deslocamento apenas. Se possível, se hospede em algum hotel próximo das Cataratas. Existe até um camping lá perto que eu fiquei na primeira viagem que fiz.

2° Dia: Foz do Iguaçu – Presidente Roque Sáenz Peña (+-770km) 10hs

Acordar cedo e visitar as Cataratas. O parque abre às 9:00 e às 10:30 você já consegue seguir viagem, fazendo apenas a visita básica. No caminho a única parada que vale a pena é para conhecer as ruínas Misiones de San Ignácio Mini, foi fundada em 1632 pelos Jesuítas durante o período de colonização espanhola.

Aprendizado

Eu resolvi estender mais 80km e dormir em Pampa del Inferno, mas para isso tive que dirigir à noite e a cidade é muito precária. O único restaurante aberto era em um posto de gasolina. Por isso recomendo ficar em Saenz Penha, pois possui hotéis melhores e opções de restaurantes bons.

Recomendação de hospedagem

Em Presidente Roque Sáenz Peña: Hotel Gualok é o melhor da cidade.

3° Dia: Presidente Roque Sáenz Peña – Purmamarca (+-830km) 10hs

Purmamarca

Dia de deslocamento, sem nada que vale a pena perder tempo no trajeto. A ideia é chegar o quanto antes em Purmamarca, para conseguir aproveitar o turismo lá. Existe uma caminhada de 3km saindo da cidade que é bem bacana para ver as montanhas coloridas.

Recomendação de hospedagem

Existem muitos hotéis legais nessa cidade. Nós ficamos no Killari Hotel. Foi uma opção escolhida bem barata, mas que surpreendeu pelo custo beneficio. A recomendação desse hotel é para o caso de você querer uma opção barata. Recomendo pois sei que esse é um barato que é bom.

4° dia: Purmamarca – Tilcara – Humahuaca

Humahuaca
Quebrada Humahuaca

Vale a pena nesse dia, acordar tranquilo e conhecer a região sem pressa. Faça o trajeto de 67 km, entre Purmamarca e Humahuaca que é chamado de Quebrada Humahuaca. É um lindo vale cercado de montanhas coloridas e que foi rota de caravanas do império Inca.

Atrativos

  • A vila de Tilcara
  • As ruínas de Pucara de Tilcara, uma fortaleza construida no século 12 pelos Omaguacas
  • “Serranias de Hornocal” que fica a 25km da cidade de Humahuaca.

Aprendizado

Eu não visitei a Sierra de Hornocal, pois não tinha tempo, já que deveria estar em Uyuni nesse dia e não queria correr o risco de ter que percorrer as estradas de terra da Bolívia à noite. Mas a Sierra Hornocal é imperdível para quem passa por essa região, por isso eu recomendo um dia a mais só para poder fazer essas explorações sem pressa.

Hospedagem

Você pode se hospedar mais 1 noite em Purmamarca (já que é apenas 1 hora de Humahuaca) e assim ficar 2 noites sem mudança de hotel ou ficar em Humahuaca, que tem a vantagem de estar mais a diante no trajeto e não é preciso retornar.

5° dia: Humahuaca – La Quiaca – Uyuni – Colchani (476km) 9hs

Ir de carro para o Salar do Uyuni

Atravessar a fronteira por La Quiaca e seguir até Tupiza. De lá seguir por 209 km em estrada de terra (a ruta 21) direto até Uyuni, ao invés de usar o caminho asfaltado e mais longo (230km a mais) que passaria por Potosi. Essa estrada é maravilhosa, mas é bem precária, com abismos em altitudes de 4.500m, areia, rios e buracos. Usei até o 4×4 reduzido do carro!

Atrativos

  • A beleza é exatamente o trajeto. O techo de Tupiza até Uyuni é lindo.
  • Passará por trechos com mais de 4000 metros de altitude

Aprendizado

Vale a pena esticar mais 25km e dormir já em Colchani, que é a cidade aonde de fato se entra no Salar o Uyuni. Colchani é uma vila minúscula, mas existem 2 ótimos hotéis no início do Salar. Eu me hospedei em Uyuni, mas se soubesse desses hotéis, teria ficado lá. Hotel Palácio de Sal e Hotel de Sal Cristal Samana

ATUALIZAÇÃO

A partir de 2018 a obra da estrada até Uyuni por Tupiza, foi concluída. Agora todo o trajeto é asfaltado. E sem dúvida é a melhor opção para chegar no Salar através da fronteira da Argentina

6° Dia: Colchani – Cruzar o Salar – Laguna Hedionda (+- 450km) tempo 10hs

de bike no salar do Uyuni
Aproveitei para fazer um trecho até a Isla Incahuasi de Bike

O objetivo desse dia é entrar no Salar do Uyuni, ir até Ilha Incahuasi e sair dele próximo da Villa Martin, sentido a vila de San Juan. Desse local seguir até a Laguna Hedionda.

Nos próximos dois dias não existe sinal de celular, Google Maps, Waze e postos de gasolina. É imprescindível abastecer em Uyuni e ter pelo menos 40 litros reserva.

Só existem 3 formas de conseguir navegar e acertar o caminho

  • Contratar um guia para ir junto no seu carro
  • Dar uma boa gorjeta para algum motorista que está levando turistas até San Pedro do Atacama e combinar de segui lo (eles não gostam disso por isso, só por uma boa grana aceitariam)
  • Ter o trajeto gravado em um GPS e assim ficar por conta própria. Que foi o que sempre faço. Para isso a solução foi baixar uma rota no app Wickloc e usar o meu smartphone como GPS. Funcionou super bem, mas mesmo assim exige um senso de direção bom, pois é bem comum sair da rota.

Atrativos

  • Isla Incahuasi no Salar do Uyuni
  • Pilotar no Salar do Uyuni
  • Salar de Chiguana
  • Lagunas Canapa e Hedionda
  • Além da própria paisagem do caminho com vulcões, montanhas e visuais que mais parecem de outro planeta.

Aprendizado

Não sabíamos ao certo qual seria o local de parada para dormir, pois eu não tinha ideia do tempo que levaria nessas estradas. O objetivo era avançar o máximo possível e acampar em algum lugar abrigado do vento. Mas ao chegarmos na Laguna hedionda fomos surpreendido por um ótimo hotel, no meio do nada e totalmente vazio, o Los Flamencos Eco-Hotel. Então por isso recomendo já deixar programado essa noite nessa lagoa, sem falar que dessa forma você terá a oportunidade de presenciar o pôr do sol mais lindo da sua vida (pelo menos para mim foi).

de carro para o Salar do Uyuni. Hotel Los Flamencos laguna Hedionda
Los Famencos Eco-Hotel

A outras opções de hospedagem são:

  • Seguir mais 1 hora +- , sair um pouco da estrada e ficar no Taika del Desierto. Não conheci, mas parece ser muito bom também. Não é barato para os padrões bolivianos, o quarto duplo sai 156 USD.
  • Seguir mais umas 2 horas até a Laguna Colorada e ficar em um hostal bem simples (banheiro comunitário sem água quente) que existe próximo da portaria do Parque. Fiz isso também em uma outra viagem.
  • Dormir em qualquer lugar na beira da estrada (se for fazer isso procure algum local abrigado do vento)
hotel Tayka del desierto
foto divulgação do hotel

7° Dia: Laguna Hedionda – San Pedro de Atacama (+- 300km) tempo 6 hs

Esse é um dos dias mais lindos de toda a viagem. Entraremos na Reserva Nacional de Fauna andina Eduardo Avaroa e sairemos da Bolívia pelo Paso Hito Cajon. De lá são mais 20km até San Pedro do Atacama.

Atrativos

  • Laguna Honda
  • Arbol de Piedra
  • Geisers Sol de la Mañana
  • Laguna Colorada
  • Águas Termales
  • Desierto Salvador Dali
  • Laguna Verde
  • Vista de vários vulcões como o Licancabur (5960m)

Recomendação de hospedagem

Os hotéis bem tops são:

Se você quer tudo do bom e do melhor, esses são os lugares para ficar. Muitos deles são all inclusive (passeios também). A única questão é que como você vai estar de carro 4×4 não precisaria fazer os passeios com o hotel e assim o custo benefício de ficar lá cai um pouco… Mas algum deles como o Cumbres possibilitam tarifas apenas com hospedagem. Ficamos 2 noites nesse em uma das viagens e foi um custo beneficio bom. Eles também são mais afastados da vila de San Pedro, mas não é um problema, todos tem serviço de translado o tempo todo e emprestam bikes. Tem a vantagem de ter um céu mais estrelado assim.

8°, 9°, 10° e 11° Dia – San Pedro de Atacama

Cordilheira de sal

Nessa viagem eu fiquei apenas 2 noites em San Pedro mas recomendo ficar pelo menos 3.

Algumas sugestões do que fazer nesses dias (a maioria é possível fazer por conta própria)

  • Vale de la Luna
  • Vale Del Marte (conhecido erroneamente também como vale da morte)
  • Termas de Puritama
  • Geiser del Tatio
  • Salar de Tara
  • Por do Sol no Salar do Atacama
  • Por do sol na Cordilheira de Sal
  • Escalar o Vulcão Lazcar (dessa lista apenas esse precisa de uma agencia caso você não seja montanhista experiente)
  • Lagunas Escondidas de Baltinache

Vale lembrar que muitos passeios já fazem parte do próprio caminho usado para chegar em San Pedro e também para voltar, então eu listei acima alguns que eu considero bem legais e que não estarão no seu trajeto.

Todos os passeios significam ir para estrada novamente e as distancias são longas.

12° Dia – San Pedro – Paso Sico – San Antônio de los Cobres (+-350km) 6hs

Esse é outro dia bem especial da viagem. Voltar para Argentina usando o Paso Sico e não o Paso Jama, considero bem mais interessante. A paisagem é espetacular e é uma rota muito menos usada. Cada curva é um visual de cair o queixo.

Atrativos no caminho

  • Lagunas Altiplanicas Miniques e Miscanti
  • Salar e laguna de Tala
  • Pequenos vilarejos no caminho

Recomendação de hospedagem: Hosteria y Restaurante de las Nubes é o melhor da cidade e vale a pena ficar nele. Existe poucas opções.

13° dia San Antônio de los Cobres – Saenz Penha (+-720km) 10hs

Atrativos

  • Viaduto La Polvorilla
  • paisagem da estrada até Salta

14° Dia Saenz Penha – Foz de Iguaçu (+-800km) 9hs

Esse é um dia de deslocamento, mas no meu caso tivemos a sorte de fazer esse trajeto exatamente no dia em que o Rally Dakar estaria na Província do Chaco. Passamos por eles durante 100km e isso tornou esse trecho bem mais interessante.

Rally Dakar

15° Dia (04/01) Foz de Iguaçu – São Paulo (+-1.100km) 12hs

Chegada

Total: 7100km e 91hs de pilotagem

Documentos necessários para ir de carro para o Salar do Uyuni e Atacama

  • Não é preciso de passaporte para entrar na Bolívia, Argentina e Chile, pois o RG brasileiro vale. Mas sempre é mais fácil com o passaporte por causa dos carimbos de entrada e saída. Usando o RG você ira receber um papel com esse registro.
  • Para circular com veículos particulares pelos países do Mercosul é preciso ter:
  • Carteira de habilitação (Não precisa ser internacional) + RG ou Passaporte + Documento que comprove a propriedade do veículo (apenas documento do carro caso você mesmo seja o proprietário) + Seguro Carta verde.
  • O Seguro Carta Verde, que é um seguro exigido pelo Mercosul. Eu emiti através da minha seguradora e não tive custo. Detalhe: você deve imprimir em um papel verde para não dar chance de questionamento caso seja solicitado. O seguro que fiz, não cobria a Bolívia. Muitas seguradoras, dão um “sambare love” e dizem que não podem incluir esse país. A principio é necessário, mas não me pediram em nenhum momento na Bolívia.
  • Se quem estiver conduzindo o carro for o cônjuge ou familiares do proprietário do veículo até segundo grau, não é preciso autorização expressa, desde que possam comprovar com algum documento. Mas tudo fica mais simples nas alfândegas quando o carro está no seu nome.
  • Ao entrar na Bolívia é muito importante na alfândega a emissão do documento que autoriza você trafegar com o seu carro no país. Você deve apresentar na saída, se não, você sai e o carro fica. Propriedade boliviana 😉
  • Faça um seguro viagem também, ou verifique se o seu seguro saúde vale para a Bolívia, Argentina e Chile

Preparo do carro ir até o Salar do Uyuni

Para esse roteiro é imprescindível o carro ser 4×4 e dos bons. Leia os outros posts que fiz e conto em detalhes todos os dias da viagem, que você vai ter uma referência dessa necessidade.

Levar:

  • Prancha para desatolar; pá, cinta de reboque, anilha, machado, cabo de chupeta,
  • 2 chaves de roda, parafusos de roda extras (eu perdi 1!), bomba para encher pneu com compressor elétrico ou manual mesmo (levei e emprestei para um carro parado na estrada, mas poderia ter sido comigo)
  • Galão de combustível, 2 de 20 litros pelo menos (3 se você quiser passar nervoso zero)
  • 2 estepes. Eu levei apenas 1, mas me arrependi profundamente. Furou o pneu e fiquei rodando centenas de quilômetros em estrada de terra correndo o risco de ficar na mão.
  • Obrigatório nos países do percurso: 2 triângulos, kit primeiros socorros e extintor de incêndio.

Teste tudo antes

  • Simule uma troca de pneu
  • Veja se o macaco esta OK,se o estepe está cheio, e coisas assim.
  • Saiba como usar o 4×4 e a reduzida, você vai precisar na viagem.

Claro que uma boa revisão é essencial: Freios, amortecedores, molas, troca de óleo. Os meus 2 amortecedores traseiros estouraram na Bolívia e tinham apenas 19.000km.

Navegação

Google Maps funciona bem nas estradas de asfalto e também na Bolívia até chegar no Uyuni, mas não esqueça sempre de baixar o map do percurso no wifi do hotel antes de sair.

Para os trechos do Salar até a entrada no Chile, GPS é mandatório. Se você tiver um com o mapa baixado da região, verifique se ele tem em detalhes a região do Salar e também se é possível baixar um tracking do caminho, pois não adianta nada ter o mapa se você não sabe qual o caminho correto a seguir.

Uma boa alternativa é usar o app Wickloc. Nele é possível  baixar o exatamente o percurso que será preciso fazer na Bolívia no trecho entre Uyuni e a saída no Paso Hito Cajon. Eu fiz isso e funcionou bem. Mas se fosse fazer novamente eu levaria também um GPS para ter um segundo recurso. Tentaria ver se existe uma forma de baixar o mapa da Bolívia, Chile e Argentina no GPS do carro.

Camping

Eu levei equipamento completo de camping: Barraca, colchão inflável, saco de dormir, mesa e cadeira de montar, fogareiro e utensílios de cozinha. Era incerto se em todos locais de pernoite existiriam hotéis (ou vagas) e também sempre tinha a possibilidade de não conseguirmos chegar à tempo em algum local programado e sermos obrigados a dormir em qualquer lugar. Muitas vezes paramos na estrada para cozinhar, pois não existia muitas opções de restaurantes. Fazíamos comida até no quarto do hotel as vezes.

Roupas

  • Você vai passar por climas extremamente quentes e úmidos, como o Chaco argentino e Foz do Iguaçu e também gelados e secos como o Atacama.
  • Se você resolver ir no verão, durante o dia em qualquer lugar, camiseta e bermuda é tranqüilo, mas é só baixar o sol que esfria bem. Em alguns locais à noite fez -5 graus.
  • Um kit de roupa de frio já é o suficiente (gorro, luva, primeira pele, corta vento e uma blusa bem quente sintética).
  • Não existe nada “chique” e mesmo que você ache algo assim, todos os turistas estarão com bota de trekking e calça que vira bermuda. Então sem preocupação.
  • Levar também roupa de banho para as águas termais que existem no caminho.

Remédios e higiene pessoal

  • Deixar no carro sempre fácil, álcool gel e lenço umedecido. Tem muito pó e você vai toda hora querer limpar as mãos ou objetos.
  • Hidratante nasal e labial é muito importante. Ajuda a respirar melhor durante a noite e evita que seu lábio rache. Ele vai rachar com certeza se não cuidar.
  • Leve todos os remédios que você possa precisar. Não é fácil achar uma farmácia em qualquer lugar.

Equipamentos e trecos

  • Adaptador de tomadas. A tomada na Argentina é um sistema de pinos chatos e inclinados, bem diferente dos nossos. Mas você também pode contar com o carro para carregar tudo, e como irá passar o dia a todo dirigindo, dificilmente vai precisar carregar algo à noite.
  • Localizador via satélite SPOT. Ele serve para dar uma segurança a mais.  Ele envia mensagens pré-programadas, suas localizações, mensagens de ajuda e S.O.S., através de botões. Além disso, forma um mapa com todo o seu trajeto atualizado em tempo real, integrado com a plataforma Google Maps, para ser compartilhado com quem você quiser, através de suas redes sociais ou sua Página Compartilhada SPOT. É útil para deixar seus amigos e parentes tranquilos.
  • Se quiser investir em um telefone via satélite (em muitos lugares não pega celular), é uma ótima, pois você vai se sentir muito mais seguro caso precise chamar ajuda, por causa de algum imprevisto como quebrar o carro e coisas assim. Mas verifique antes se a rede de satélites do telefone comprado cobre a região que você irá passar. O SPOT Global Phone por exemplo não funciona! apesar do SPOT localizador funcionar.
  • Óculos de sol! Beleza, é um item básico, mas vou deixar aqui registrado pois sem ele no Salar do Uyuni você vai literalmente fritar seus olhos.

De carro para o Salar do Uyuni, a experiência em números

  • 11 dias
  • 7.150km, sendo +- 1.200km de off road.
  • Altura máxima atingida com o carro: 4.990m, nos Geiser Sol de la Mañana na Bolívia
  • 5 vezes cruzamos fronteiras
  • 2 vezes extorquidos por autoridades bolivianas
  • 60 litros de água consumidos (bebidos e usados para fazer comida)
  • Danos no carro: Amortecedores traseiros estourados (na Bolívia), 1 pneu furado (sem possibilidade de reparo), molas e buchas danificadas, 1 parafuso da roda traseira perdido, pequenos amassados misteriosos.

Considero essa uma das regiões mais lindas do nosso planeta, e que merece ser conhecida. Espero que esse post tenham servido de inspiração para você um dia decidir viver essa experiência de ir de carro para o Salar do Uyuni!

Leia também o post sobre a Travessia de todo Altiplano Boliviano que fiz em 2018 com a minha mulher grávida, passando novamente de carro pelo Salar do Uyuni.

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41 comentários

André Werlang 1 de setembro de 2017 - 09:09

Que aventura hein! Tava pensando que tudo tinha ido muito certo, até ler a parte do pneu! Já tive 2 furados ao mesmo tempo a caminho de Foz e sei como é tenso!

Quero te perguntar sobre o trecho La Quiaca -> Tupiza. Dá pra fazer de carro 4×2? De Tupiza a ideia é ir até Potosí pois li que a estrada é melhor, esse rio-estrada que tu pegou não vai rolar pra gente. Embora espero poder fazer algum dia! Valeu!

Responder
Fernando Barros 1 de setembro de 2017 - 12:18

Oi André! legal que vc vai fazer essa trip! De La Quiaca até Tupiza, dá sim para ir de 4×2. É só asfalto esse trecho. Sim chegar em Uyuni por Potosi é bem tranquilo em relação a estrada. Inclusive Potosi é considerada a cidade mais alta do mundo se não me engano, está acima de 4000 metros. O caminho que peguei na qual tive que passar pelo rio estava quase todo ele sendo reconstruído. Estavam construindo uma estada asfaltada, então acredito que logo vai ser um trecho bem tranquilo!

Responder
Fernando Barros 1 de setembro de 2017 - 12:30

A 701 é de terra mas é boa. Fica ruim quando vc sair dela para entrar na Reserva Eduardo até chegar no Chile! Tem bastante “areião”, “costela” chacoalha muito o carro, não é muito recomendado ir com um carro que não seja 4×4 nesse trecho… mas talvez dê… É muito importante levar galões de combustível!

Responder
André Werlang 1 de setembro de 2017 - 13:58

Valeu Fernando, obrigado por compartilhar estas dicas preciosas!
Abraços!

Responder
Fernando Barros 2 de setembro de 2017 - 08:09

Oi André! Que vc aproveite muito essa experiência incrível que é se aventurar com seu próprio carro por essa região que é uma das mais lindas do Mundo!! Grande abraço!

Responder
YUKIHIKO SAITO 25 de setembro de 2017 - 18:40

olá Fernando
apreciei muito o seu relato pois há muito que penso em ir ao Salar de Uyuni, de carro, partindo de São Paulo, como você.
Já fui ao Atacama e passei por Salta e o itinerário ao Uyuni, segundo seu relato, é igual até lá.
Gostaria de saber como é a estrada a partir de Salta, se é asfaltada ou não, se há necessidade de se ter reserva de combustível e se as condições de hospedagem pelo itinerário são muito precárias. Sempre ouvi que é um tanto temeroso viajar pela Bolívia por causa da precariedade das estradas e recursos.
Quando fui ao Atacama em 2011 eu tinha uma Hilux ano 2000 que foi muito bem e espero que agora, com uma Hilux 2008 possa realizar esta viagem com a mesma tranquilidade, uma vez que apesar dos 200.000 km o veículo está em excelente estado.
Apreciarei muito a sua atenção.
Um forte abraço.
Saito

Responder
sidimar 17 de janeiro de 2018 - 19:08

Boa tarde… poderia me passar teu Whatsapp por email.. quero tirar umas duvidas sobre a viagem… Obrigado

Responder
Fernando Barros 19 de janeiro de 2018 - 23:25

Oi Sidimar, tudo bem? Me passa seu e-mail que eu te escrevo! Abraço!

Responder
sidimar 22 de janeiro de 2018 - 10:54 Responder
Zepedro 25 de março de 2018 - 19:57

Muito obrigado. É a rota que buscava. Já fui de moto a SPA e gtei pelo Paso San Francisco – tenso, mas carros vão de boa. Irei em uma Toyota Previa 1993 motor central e tração traseira … Jamais atoleiro com ela e confio muito nela, mas, com 235 mil km e tantos anos, algo até pode ocorrer. Entendo bastante de mecânica, mas como é um carro incrível , mas de baixo valor comercial, se parar, eu simplesmente, largo ela no deserto, e sigo de mochila. Tem o link da rota no Wikiloc ? Obg mesmo !!!!

Responder
Fernando Barros 29 de março de 2018 - 20:26

Oi Ze Pedro tudo bem?! Não marquei no Wikiloc… mas usei um rota já marcada no trecho do Salar do Uyuni até San Pedro! Acho que sua Toyota vai bem sim! No verão (época de chuva no Altiplano Boliviano) é comum ter alguns rios para atravessar, mas com cuidado seu Toyota mesmo com tração traseira deve passar. Na dúvida espera um pouco pois também é comum a água abaixar derrepente, pois as vezes os rios enchem por causa de alguma chuva forte e rápida em algum lugar distante e derrepente seca novamente

Responder
Anderson 28 de março de 2018 - 08:36

Estou indo fazer essa rota partindo de Porto Alegre em uma Fiat Idea 2010 na metade de abril!
Poderia passar teu contato de whatsapp por email pra tirar algumas dúvidas?
Em 2016 fiz Porto Alegre-Ushuaia com o mesmo carro, indo pelo litoral e voltando pela cordilheira. No nosso caso não tivemos nenhum problema com pneus ou gasolina, o que aconteceu foi bem pior. Rompeu o eixo traseiro do carro em um lugar remoto!
Contamos a história da trip no blog https://aleatoriosaoushuaia.wordpress.com/.

Aguardo teu retorno, abraço!

Responder
Anderson 28 de março de 2018 - 08:37

em tempo, segue meu email:

anderson.pereira@ufrgs.br

Obrigado!

Responder
Fernando Barros 29 de março de 2018 - 20:35

Te mandei meu contato por email
Abraço!

Responder
Fernando Barros 29 de março de 2018 - 20:31

Caramba! Vou ler seu relato! Vou te passar meu contato. Abs!

Responder
Felipe 17 de outubro de 2018 - 19:14

Ola Fernando, esse fim de ano (2018) irei de SP – Atacama -Cusco – Uyuni 28 dias de viagem, indo por Fóz e voltando por Corumba, essa é a ideia pelo menos…a rota não esta fechada ainda, se possível gostaria de tirar algumas duvidas e orientação sua parte.
A viatura é uma Amarok 2014/2014 estou preparando o veiculo e fazendo revisões. Meu email é felipecuder@uol.com.br
Se puder me manda um email, pf. rsrsrs…são poucas perguntas a respeito do roteiro e de acessórios para o veiculo.
Parabéns pelo seu post e aventura!
Abs!

Responder
Fernando Barros 23 de outubro de 2018 - 01:10

Legal Felipe! Te ajudo sim no que puder! Vi sua mensagem no WhatsApp e vamos nos falando por lá ! Abs

Responder
Eduardo 5 de outubro de 2019 - 17:22

Olá Fernando, parabéns pela aventura. Haverá muitas histórias pra contar aos netos. Eu fiz uma viagem semelhante, porém entrando na Bolívia por Corumbá, MS. Fui até Santa
Cruz de Lá Sierra, Sucre, Potosí e Uyuni. Cruzei a Reserva Eduardo Avaroa e fui até SAN Pedro do Atacama, e voltamos por Paso de Jama, Salta, Corrientes e Foz do Iguaçu. Agora pretendo voltar novamente de carro , pois na primeira vez fui de moto. E pretendo ir pela Argentina e entrar na Bolívia por Lá Quiaca e você comentou que até Uyuni está pavimentado, gostaria desta informação e gostaria de saber também se na divisa entre a Argentina com a Bolívia, da para fazer toda a documentação do veículo pra entrar na Bolívia. Sei que precisa dar entrada na Aduana e pegar autorização na Polícia boliviana.

Responder
Fernando Barros 6 de outubro de 2019 - 11:40

Oi Eduardo! Essa trip de carro é incrível mesmo, da vontade de voltar todo ano! A fronteira por La Quiaca, é bem bagunçada e “roots” mas dá sim para fazer todo o tramite de aduana necessário e pegar a documentação de entrada do carro. Mas o guarda da fronteira de pediu um “extra” 200 bolivianos Talvez hoje esteja até mais organizada, pois todas as fronteiras que eu passei novamente no ano passado melhoraram muitooooo. Por exemplo a saída Tito Cajon (fronteira perto do Atacama) está ótima e da para dar baixa no documento agora. De uma olhada nos outros post que tenho no blog, um deles conta o dia dessa passagem por La Quiaca. De La Quiaca, vai para A cidade de Uyuni por Tupiza. Essa é a estrada que quando fui estava em construção e agora já está pronta. É a forma mais bonita e agora mais rápida. Nao sei a exata situação dela pois nao passei mais por lá depois de asfaltada, mas com certeza deve estar bem melhor claro.

Responder
Claudiney 27 de novembro de 2018 - 17:06

Muito bacana e completo o seu relato, parabéns Fernando. O roteiro que escolhi é exatamente como o seu, só terei mais tempo para a viagem. A documentação do carro foi tranquila na aduana em Vilazzon (Bolivia) na divisa com a Argentina (La Quiaca)? Essa questão da documentação e o risco de apreensão do veículo é a única preocupação por enquanto.

Responder
Fernando Barros 28 de novembro de 2018 - 13:31

Oi Claudiney tudo bem? A fronteira com La Quiaca é bem bagunçada, cheio de gente, mas foi tudo bem com a documentação e emitiram para mim o documento de permanência do carro. Pediram apenas o documento do carro e meu passaporte. Apos esse tramite vc cruza a fronteira e logo em seguida tem um posto policial e lá fui extorquido por um guarda que verificou o documentação, viu que estava correto mas me chamou para o escritório. Lá ele me disse que estava tudo certo, mas para entrar precisava fazer uma “colaboração”de 200 pesos (equivalente na época a uns 30 reais). Mas esse ano achei as fronteiras bem mais organizadas e corretas. Mantenha sempre esses documentos seguros (do carro, seu e carta de permanência) e acredito que vc não terá problema.

Responder
Claudiney 12 de dezembro de 2018 - 16:58

Eu novamente … o Chile não integra o Mercosul e o Seguro Carta Verde não abrange esse país, você fez o SOAPEX (que é específico para o Chile) ou nem exigiram nada nesta região do Chile? A Bolívia pelo que entendi nem pediram o seguro carta verde … correto isso? Por fim onde ficam as aduanas do Chile nesta região para dar entrada e saída do Pais? Agradeço novamente se puder ajudar.

Responder
Fernando Barros 17 de dezembro de 2018 - 09:11

Isso mesmo, no Peru é o SOAP e no Chile o SOAPEX, mas eu não fiz o do Chile. Em nenhum momento me pediram, nem nas fronteiras e nem os guardas rodoviários. Na Bolívia, eu tinha o seguro, mas também ninguém nunca pediu.
Se vc entrar no Chile pela fronteira Hito Cajon, (que é de quem vem do Parque Eduardo Avraroa na Bolívia) a aduana já é feita lá mesmo. Há uns 2 anos atrás era na cidade de San Pedro, hoje eles já construíram uma lá.

Responder
ERIC ZACARIAS COSTA 16 de dezembro de 2018 - 20:11

Boa noite.. Irei agora em Janeiro p Atacama e salar de carro 4×2.. Onde acha que não consigo chegar?

Responder
Fernando Barros 17 de dezembro de 2018 - 09:20

Ola Bom dia! Atualmente é possível vc ir por estradas 100% asfaltadas do Brasil até San Pedro até Atacama, usando o Paso Jama. Já para o Salar do Uyuni a única forma de ir com um carro 4×2, seria cruzar a fronteira pela Argentina, por Juliaca e seguir para a cidade de Uyuni, sentido Oruro, pegando só asfalto.
Entrar na Bolívia pela fronteira próxima de San Pedro, vc conseguiria no máximo visitar a Laguna Verde, dai para frente somente 4×4 mesmo.

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Ronaldo Fonseca Marchiori 3 de janeiro de 2019 - 18:36

Olá Fernando.
Estarei fazendo o salar de Uyuni agora em 26/01/19, minha preocupação é a orientação dentro do salar.
Tuas sugestões para transitar no salar seriam as que pretendo usar.
Mas acredito que como vc o ideal é andar independente.
Para isso te pergunto, é possível navegar com as coordenadas dos pontos de interesse através de GPS?
Tu terias estas coordenadas para me passar?
Sabes me informar qual a quilometragem aproximadamente entre a saída de Uyuni e até o próximo ponto de abastecimento para quem vai para San Pedro de Atacama?
Agradeço no que puderes me ajudar.

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Fernando Barros 3 de janeiro de 2019 - 20:07

Olá Ronaldo, tudo bem? Saindo da Cidade de Uyuni, passando pela isla Incahuasi, sentido San Pedro não tem mais postos de combustíveis. Vc consegue às vezes comprar dos moradores nas vilas do caminho. Por exemplo em San Juan tinha gasolina sendo vendida em um mercadinho (mas não diesel). Mas o esquema é sair de tanque cheio e levar pelo menos 40 Litros a mais.
Sobre o salar, da sim para navegar usando as coordenadas dos pontos de interesse. Os GPS marcam uma “estrada” no mapa, mas ela é apenas uma marca de pneu mais forte no sal. Eu estive no salar agora novamente, faz 3 meses. E usei a mesma rota. Eu sempre navego usando 3 mapas de GPS. O Google, o do carro e o Wikiloc. O mais preciso é sem duvida seguir uma marcação de Wikiloc atualizada. Entre no meu perfil lá. Tenho as novas marcadas

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Claudiney 2 de fevereiro de 2019 - 00:38

Parabéns pelo Blog e obrigado pelas dicas, valeu demais Fernando.

Saímos dia 26/12/18 e retornamos dia 26/01/19 numa Pajero Full … viajem foi bem tranquila e dentro do previsto.
Vale lembrar que o trecho entre Tupiza e Uyuni é incrível e já está praticamente todo asfaltado, apenas uns 10 km de terra logo que sai de Tupiza.

Já em Uyuni, Infelizmente ninguém estava indo para a Isla Incuhuasi porque tinha chovido bastante durante uma semana toda e o salar estava com muita água, mesmo assim cruzamos o salar em direção a Porto Chuvica com direito a bastante emoção no trecho final onde tinha muita lama com sal e carros atolados o que não comprometeu em nada o cenário. Lugar incrível.

Incluímos no nosso roteiro as Salinas Grandes em Jujuy na Argentina e acho que vale muito a pena … conseguimos ver um salar seco e outro com água.

Pedras Rojas no Atacama estava fechado para visitação. Estão fazendo algumas mudanças no plano de visitação já que é uma área de proteção ambiental, mas logo será reaberta.

Viajem intensa e incrível, vale muito a pena.

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Fernando Barros 2 de fevereiro de 2019 - 10:25

Oi Claudiney! Que legal ter noticias sobre como foi a sua viagem! O caminho por Tupiza, agora todo asfaltado com certeza vai se tornar uma rota famosa para os overlanders daqui para frente. Uyuni é imprevisível mesmo na época de chuva, mas tem essa magia do reflexo do céu na água. Eu sei bem o que é esse pedaço para sair do Salar e entrar em Chuvica! Consigo imaginar a adrenalina que foi passar por esse trecho de lama agua e sal para acessar o braço da estrada! Salinas Grandes é lindo! bacana que vcs passaram por lá.
Sem dúvida é a viagem mais intensa que se pode fazer de carro pela America do Sul, mas também a aventura mais incrível possível. Fiz pela quarta vez em 2018 e pretendo voltar muitas vezes ainda! Grande abraço!

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André C. Girardi 30 de maio de 2019 - 09:00

Bom dia Fernando!

Muito bom seus relatos, muito bem detalhados os roteiros com as distancias e tal, isso ajuda muito!

Cara, estou com uma duvida cruel.. estamos indo agora no final de julho pra la, queremos fazer o mesmo trajeto que você fez, Salar do Uyuni e depois ir para San Pedro de Atacama passando pelos lagos e tal, então minha dúvida é a seguinte.. estamos indo de Hyundai ix35, acha que ela faz esse trajeto tranquilo, ou realmente precisa de um 4×4?

Aguardo sua dica, abraço!

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Fernando Barros 4 de junho de 2019 - 08:19

Oi André, tudo bem? Cara a principio esse carro não faz… Mas se tudo acontecer perfeitamente e vc tiver muita sorte na escolha dos desvios, clima, terreno, neve talvez vc consiga… mas acho que é um risco alto. Alem do que, como não é um carro 4×4, ele não vai ter uma mecânica (suspensão, molas, altura, pneus etc) muito robusta para aguentar as pancadas e tremedeira sem fim. De uma lida no meu ultimo post sobre a Travessia do Altiplano. Eu conto sobre outra viagem que fiz para lá no ano passado. Abs!

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Amanda 25 de junho de 2019 - 22:51

Olá Fernando!! Muito legal o relato!
Então, vamos fazer essa trip no nosso Fusca 66, ainda estamos estudando rotas e etc, para respeitar a potência do carro e tudo mais, e, foi assim que o cheguei aqui hahaha
Acha que dá boa?

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Fernando Barros 28 de junho de 2019 - 07:53

Oi Amanda! Que irado. Rola sim ir de Fusca até a cidade de Uyuni de boa, mas cruzar o salar e ir até o Atacama pela Bolívia aí é loteria mesmo! Bem arriscado! Mas se vcs conseguirem sera a aventura do século! Kkkkk

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Andre De Stefano 17 de julho de 2019 - 23:04

Fernando, como consigo o seu contato para tirar dúvidas de roteiro e navegação?

Obrigado

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Fernando Barros 18 de julho de 2019 - 08:54

Oi André, me manda um email fernandotbarros@hotmail.com ou um direct no meu instagram fernando_barros que eu te passo o meu WhatsApp! abs

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De carro para o Salar do Uyuni e Atacama em 11 dias  - Blog da aventura 26 de agosto de 2019 - 17:48

[…] 13 de dezembro de 2018 […]

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CARLOS RODRIGO 30 de setembro de 2019 - 15:46

O Fernando .. quanto vc gastou nesta viagem .. mais ou menos. entre comida, combustivel, hoteis.. estou me programando a um tempo, mais ainda nao convenci a esposa. Sou um viajante tipico de avião… por isso o maximo cuidado para tirar todas as duvidas… Obrigado

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Fernando Barros 1 de outubro de 2019 - 10:53

Oi Carlos, tudo bem? o maior custo dessa viagem é combustível depois vem hospedagem e alimentação. Considerando esse percurso do post, são 7.500 km, se pegarmos um consumo médio de 6km/L isso dá uns 5.000 reais. O resto vai ser hospedagem e alimentação, já que como vc esta de carro os passeios vc faz por conta própria. O que pode encarecer também é caso vc precise comprar equipamentos para o carro e para vcs. E ai o céu é o limite. Mas considerando tudo isso, com um equipo ou outro a mais. O meu custo total nessa viagem foi por volta 10.000 em 11 dias, mas tudo é relativo. É possível (tirando o combustível) economizar bem, ficando apenas em camping e cozinhando sempre.

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Miguel 1 de dezembro de 2019 - 17:45

Olá Fernando, parabéns pela experiência.. muito legal. A sua caminhonete usa diesel s-10? Como você fez na Bolívia? Teve algum problema com o carro? Abraços.

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Fernando Barros 2 de dezembro de 2019 - 10:49

Oi Miguel, tudo bem? Na ultima viagem que fiz para lá em 2018, fui com uma caminhonete que usa diesel S-10. Veja o relato nesse link https://blogdaaventura.com/travessia-do-altiplano-boliviano/ . A Bolívia só tem um tipo de diesel e não é o S-10, mas também não é tão ruim como o nosso diesel comum, de qualquer forma não é o diesel recomendado pela montadora. Não tive problema com o carro, mas senti que não era a mesma coisa. É possível rodar com ele, mas é importante vc levar filtros de combustíveis extras e troca lo bem antes do usual.

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